Irlandês explica conflito da Irlanda do Norte para alunos.
Estudantes do curso de Tradutor e Intérprete receberam, no dia 7 de maio, uma aula sobre o conflito da Irlanda do Norte, de acordo com a visão de um irlandês. O economista Liam Alexander Gallagher proferiu a palestra A Paz na Irlanda do Norte na análise de um irlandês. Toda a apresentação foi feita em inglês, como exercício prático de compreensão da língua para os estudantes do curso.
O evento ocorreu no laboratório de idiomas e nele estavam presentes estudantes do quarto ano de Tradução e Intérprete. Essa é a primeira vez que o palestrante discursou a respeito do assunto em uma Universidade, mas Liam espera receber outros convites. Até mesmo porque, segundo ele, o assunto pode interessar outros cursos como História, Jornalismo e Sociologia.
Liam falou do envolvimento britânico na Irlanda, desde o século XII com a chegada dos primeiros colonizadores, passando por todas as fases do atrito entre católicos e protestantes. O palestrante enfatizou o período de distúrbios que iniciou em 1968 e durou 30 anos, até o acordo de paz, que resultou em grandes expectativas para o futuro.
A proposta do evento surgiu dos próprios alunos, que decidiram convidar o palestrante para falar mais sobre o assunto de grande interesse na classe. Segundo a professora Rosalind Júlio Mobaid, é importante que os estudantes recebam esses assuntos diversos, porque precisam aprender a traduzir todo tipo de tema. No mercado de trabalho, vão deparar com uma infinidade de assuntos. “Neste curso não existe cultura inútil”, enfatiza a professora.
Renata Bianchi, estudante do quarto ano de Tradutor e Intérprete, diz que precisam estar preparados para imprevistos. “O tradutor pode estar em um evento sobre saúde e, de repente, o palestrante muda o assunto para cerveja. Por isso é preciso conhecer um pouco de cada tema”, afirma ela.
A estudante revela que a palestra foi interessante, porque não imaginava que um país pequeno pudesse gerar um conflito de grandes proporções. Renata também declara que é essencial os alunos receberem pessoas de outras partes do mundo para diferenciar os tipos de sotaque. “É muito importante adquirirmos essa experiência, porque, futuramente, não interpretaremos apenas norte-americanos, mas pessoas de diversas nacionalidades, cujo idioma é o inglês.”